TrezeAtravésTreze

TEMPO BOM SOBRE RUÍNAS

O corpo à beira da extinção, a cara dura
a mesa posta, os ratos atrasados

Dias, dias & o café imundo, a tosse
a borra devolvida à superfície

Lá fora um sol de dar em doido
a ordem em nada nos resolve
& aqui vivemos entre sombras
como se sombra não houvesse

Babilônia-chacal mil sorrisos
a mão dela esconde os caninos
sirenes traem a trégua do vulcão

Horror a tudo o que coopera
& faltam ouvidos p/ os ruídos

p/ a ação dos fogos de artifício
trocando ideia na atmosfera

grafia de farras acima da terra

linguagem de Morse depois dum doce –
VIVER É CURTO A VIDA NÃO É CURTA

[poema incluído na exposição TrezeAtravésTreze, nas paredes da Galeria Hum, em São Luis, desde a semana passada. Dentro de algumas semanas é que poderei vê-la, mas já me alegra saber que, ali, o poema conversa c/ uma obra do mítico Edson Mondego.]

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One thought on “TrezeAtravésTreze

  1. zema ribeiro

    belo poema! grande reuben! grande mondego! isso só pode dar grande conversa! preciso criar vergonha e ir ver a exposição. de repente te acompanho em teu rasante sobre a ilha. abraço forte e parabéns, não só por isso (e isso não é pouco!).

    Responder

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