São Paulo fev. 2012

p/ Luiza De Carli & Marcio Honório de Godoy

Não tenho dúvida, até onde se pode não tê-la, de que o capitalismo também terá seu ocaso — não por crendices dos técnicos do progresso mas por não subestimar a potência do movimento. Não se planeja derrocar uma Roma, não se acorda uma manhã qualquer c/ a resolução de dar início à Renascença. Há contudo dias propícios à ação, eras em que a malha elétrica da violência habita densamente o ar e toda a fauna dos esgotos sobe à superfície. Assim desponta esta cabeça de século, em que o fundamental não é conter o avanço das energias mortais do conservadorismo, do fascismo e de tudo o que seja lógica de rebanho — delas, como de resto de nenhum poder, não é possível refrear uma forma, já sabemos que o poder não é uma forma — fundamental é que a cada golpe seu sobrevenha reação como de mil trovões a galope. Por aí se dá ao acaso a chance de aspergir no terreiro da História a faísca maldosa da revolta.

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