Laboratório de indeterminação cognitiva

Teste ##3
Materiais: alimentos sólidos, caixa craniana

Durante a explanação, mastigue. O tema abordado não altera o experimento, pois seu verdadeiro conteúdo é o desejo de não estar ali. “Ali” designa espaços variados: sala de aula, debate, aconselhamento pastoral, reunião. Também é importante o conteúdo que se leva à boca, dando-se preferência aos crocantes, que amplifiquem a ação acústica produzida por maxilar, dentes e ouvido interno. A depender do alimento escolhido, recomenda-se acompanhamento médico. O crânio, neste exercício, desempenha o papel de caixa ressonante p/ o seu portador, de efeito imperceptível àqueles em torno. Ao ritmo da mastigação, a fala externa é solapada; contudo existem variações possíveis, intensivas ou extensivas. Mediante cálculo até que simples, levando em conta a duração da fala e a quantidade possuída do alimento, projeta-se a velocidade ideal de ingestão do sólido. Por exemplo, caso haja desvantagem p/ este último, a devora homeopática pode ser compensada pela produção mais intensa de atrito maxilar. C/ treino o cálculo se tornará supérfluo, pois o ritmo da colagem sonora é assimilado nas passagens entre a vontade do espírito e o tédio da circunstância.

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