Author Archives: reuben da cunha rocha

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a casa agora é essa! ::: cavaloDada diversões eletrônicas! ::: livros p/ download e outros trabalhos. One Love!

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+++ REALIDADES na Matilha Cultural!

primeiro tempo do lançamento de As aventuras de cavaloDada em + realidades q canais de TV ::: dia 01/05/14 na MATILHA CULTURAL ::: registro gentil do fotógrafo Bruno Cucio, a quem totalmente agradeço ::: gratidão TOTAL tb a quem saiu & ñ saiu na foto ::: estão todos aqui comigo guardados e ::: como dizia o velho bruxo ::: O Q AMAS DE VERDADE PERMANECE :::

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Apokalypse Nau

Apokalypse Nau é um vídeo experimental construído a partir das tensões vividas por todos no Maranhão de hoje, fruto da colaboração entre a cineasta Nayra Albuquerque e o poeta Reuben da Cunha Rocha. Explorando texturas, símbolos colhidos na paisagem cotidiana de São Luís e registros de acontecimentos recentes com forte ressonância coletiva, o trabalho se costura em imagens de sonho e destruição, morte e renascimento, uma canção para flauta, martelo e reviravolta. A maré que avança para engolir a ilha, os condomínios de reforçadas muralhas e impossível luxo, e a violência, verdadeira governante do estado, são signos que ecoam o fim lendário da cidade, e parecem testar os limites da capacidade de re-existir no seio da barbárie. Entre o caos destrutor e o caos criador, o vídeo evoca a dança ancestral das energias míticas, desejando abrir espaço para a imaginação de modo que o presente, este agora, seja só uma corda esticada na direção do sem nome.

imagens + montagem + mixagem de texto
::: Nayra Albuquerque

texto + voz + trilha sonora + imagens
::: cavaloDada vulgo Reuben Da Cunha Rocha

cosmonauta do espaço interior

minha estante_ga

Ando lendo com muito prazer e proveito O Retorno à Cultura Arcaica (The Archaic Revival), coletânea de textos e entrevistas do botânico, ecologista e “explorador” Terence McKenna (1946-2000). Cheio de lucidez, beleza teórica, imaginação descritiva e generosas informações técnicas, McKenna fala do papel central que têm as plantas psicodélicas na história (e no futuro) da espécie humana. A partir da experiência com substâncias de uso religioso milenar – a psilocibina, o DMT (encontrados em cogumelos) e a ayahuasca – o autor expõe uma bem fundamentada hipótese acerca do impacto que os alucinógenos tiveram no formação biológica dos seres humanos: a produção de êxtase visionário estaria diretamente ligada ao aparecimento da consciência e da linguagem entre primatas. Hoje, esses vegetais singulares teriam muito a contribuir na reinvenção de formas de vida e padrões sociais, graças ao autoexame a que submetem o sujeito, quando dissolvem balizas ideológicas, tabus e réguas culturais. Nada mais distante do estereótipo das drogas e do vício: para Terence McKenna, uma definição razoável de droga “nos faria legalizar a psilocibina e proibir a televisão”.

[txt p/ a coluna Minha Estante, do jornal Gazeta de Alagoas, publicado em 9 de fevereiro]

o hacker da linguagem

Tazio é um artista raro. Ele consegue equilibrar uma grande capacidade técnica e uma destreza conceitual fora do comum, o que faz com que entenda e realize sua escrita não em termos de “algo a dizer”, mas de jogos a disparar: sua especialidade são modos de fazer.

Poeta-programador, hacker de processos, ele tem uma obra bastante inclusiva, na qual o leitor vira usuário capaz de operar a linguagem como programa. É ponta de lança, uma arte livre como um software livre.

Uma das principais alegrias que tive nos últimos anos foi conhecer Tazio Zambi, com sua inteligência vibrante e ânimo bélico, e ter contato com as flores exuberantes, coloridas e radicais que ele cria, pura invenção de táticas sensoriais. Com ele aprendo que a arte não reside na forma, mas no efeito.

Dizem que Cerco é o seu segundo livro. Mas se ligue, existe uma chamativa prateleira de diversões eletrônicas que faz tempo ele vem construindo. Uma série de projetos disponíveis online, inclusive o próprio Cerco em formato web-instalação. Assim ele é, veloz e múltiplo.

[depoimento sobre TZ, o fabbro maquinado, que escrevi p/ o jornal Gazeta de Alagoas, publicado no dia 26 de janeiro do Ano do Cavalo]